Intervenção urbana/ocupação
Bar e Lanchonete Unha de Gato
Rua Ignácio Pereira da Rocha, 112, Vila Madalena. São Paulo-SP
data de interdição: 01/03
multa: R$ 1.801,80
2007
Fotos digitais por André Leal e Cahuê Teixeira.
Presenças ilustres de Cahuê, André, Uisque e PH.
obs: O rompimento do lacre sem uma ordem judicial é crime de desobediência, inscrito no artigo 330 do Código Penal e prevê multa e detenção de quinze dias a seis meses.
PROJETO BEM-ESTAR
O ESPAÇO É LIVRE!
Devido ao grande índice de irregularidades em casas noturnas, o CONTRU (Departamento de Controle de Uso de Imóveis) e a Subprefeitura de São Paulo freqüentemente vem fechando algumas dessas casas. Vigilância Sanitária, Perturbação da Ordem, falta de alvará de funcionamento, falta de segurança, são alguns dos motivos que fazem com que a casa seja lacrada.
Os blocos de bloqueio, chamados malotões, que são colocados à porta das casas, usados pelo CONTRU, pesam, aproximadamente, 300 quilos. Portanto os proprietários não podem reabrir seus estabelecimentos antes de regularizarem sua situação perante a lei estabelecida.
O Projeto Bem-Estar não faz nenhuma crítica ao fechamento dos lugares.
O Projeto simplesmente propõem a "adoção" desses malotões, uma vez que eles estão "abandonados"- tais como seus bloqueados.
Os malotões estão aptos a serem ocupados/habitados como uma moradia em potencial.
O formato peculiar dos blocos coincide com o design de um sofá.
A instalação/ocupação feita reinterpreta o ambiente urbano. Essa reinterpretação surge a partir de uma sala de estar.
A intervenção proposta pelo Projeto Bem-Estar faz uma crítica ao sistema habitacional da cidade de São Paulo.
O abandono dos espaços habitacionais urbanos é cada vez maior, uma vez que a necessidade de moradia, paradoxalmente, aumenta de forma alarmante. E essa entropia urbanistica parece não ter um fim próximo, infelizmente.
Enquanto o meio ambiente é degradado pela ação do tempo e do homem, dando mais força a uma certa "macrocefalia urbana", o Projeto Bem-Estar surge nesse entremeio, trazendo ao cidadão uma outra lingüagem do espaço urbano.
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